segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Tema da Orientação Social do dia 26/01/2011


Bullying


Bullying é um termo em inglês utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo (bully - «tiranete» ou «valentão») ou grupo de indivíduos com o objetivo de intimidar ou agredir outro indivíduo (ou grupo de indivíduos) incapaz(es) de se defender. Também existem as vítimas/agressoras, ou autores/alvos, que em determinados momentos cometem agressões, porém também são vítimas de bullying pela turma.

Caracterização do bullying

No uso coloquial "acossamento",[2] ou entre falantes de língua inglesa, bullying é frequentemente usado para descrever uma forma deassédio interpretado por alguém que está, de alguma forma, em condições de exercer o seu poder sobre alguém ou sobre um grupo mais fraco. O cientista sueco - que trabalhou por muito tempo em Bergen (Noruega) - Dan Olweus define bullying em três termos essenciais:[3]
  1. o comportamento é agressivo e negativo;
  2. o comportamento é executado repetidamente;
  3. o comportamento ocorre num relacionamento onde há um desequilíbrio de poder entre as partes envolvidas.
O bullying divide-se em duas categorias:[1]
  1. bullying direto;
  2. bullying indireto, também conhecido como agressão social
O bullying direto é a forma mais comum entre os agressores (bullies) masculinos. A agressão social ou bullying indireto é a forma mais comum em bullies do sexo feminino e crianças pequenas, e é caracterizada por forçar a vítima ao isolamento social. Este isolamento é obtido através de uma vasta variedade de técnicas, que incluem:
  • espalhar comentários;
  • recusa em se socializar com a vítima
  • intimidar outras pessoas que desejam se socializar com a vítima
  • criticar o modo de vestir ou outros aspectos socialmente significativos (incluindo a etnia da vítima, religião, incapacidades etc).
O bullying pode ocorrer em situações envolvendo a escola ou faculdade/universidade, o local de trabalho, os vizinhos e até mesmo países. Qualquer que seja a situação, a estrutura de poder é tipicamente evidente entre o agressor (bully) e a vítima. Para aqueles fora do relacionamento, parece que o poder do agressor depende somente da percepção da vítima, que parece estar a mais intimidada para oferecer alguma resistência. Todavia, a vítima geralmente tem motivos para temer o agressor, devido às ameaças ou concretizações de violência física/sexual, ou perda dos meios de subsistência.

[editar]Características dos bullies

Pesquisas[4] indicam que adolescentes agressores têm personalidades autoritárias, combinadas com uma forte necessidade de controlar oudominar. Também tem sido sugerido[5] que uma deficiência em habilidades sociais e um ponto de vista preconceituoso sobre subordinados podem ser particulares fatores de risco. Estudos adicionais[6] têm mostrado que enquanto inveja e ressentimento podem ser motivos para a prática do bullying, ao contrário da crença popular, há pouca evidência que sugira que os bullies sofram de qualquer déficit de autoestima.[7]Outros pesquisadores também identificaram a rapidez em se enraivecer e usar a força, em acréscimo a comportamentos agressivos, o ato de encarar as ações de outros como hostis, a preocupação com a autoimagem e o empenho em ações obsessivas ou rígidas.[8] É frequentemente sugerido que os comportamentos agressivos têm sua origem na infância:
"Se o comportamento agressivo não é desafiado na infância, há o risco de que ele se torne habitual. Realmente, há evidência documental que indica que a prática do bullying durante a infância põe a criança em risco de comportamento criminoso e violência doméstica na idade adulta."[9]
O bullying não envolve necessariamente criminalidade ou violência. Por exemplo, o bullying frequentemente funciona através de abuso psicológico ou verbal. Os "bullies" sempre existiram mas eram (e ainda são) chamados em português de rufias, esfola-caras, brigões, acossadores, cabriões, valentões e verdugos.

[editar]Tipos de bullying

Os bullies usam principalmente uma combinação de intimidação e humilhação para atormentar os outros. Abaixo, alguns exemplos das técnicas de bullying:
  • Insultar a vítima; acusar sistematicamente a vítima de não servir para nada.
  • Ataques físicos repetidos contra uma pessoa, seja contra o corpo dela ou propriedade.
  • Interferir com a propriedade pessoal de uma pessoa, livros ou material escolar, roupas, etc, danificando-os
  • Espalhar rumores negativos sobre a vítima.
  • Depreciar a vítima sem qualquer motivo.
  • Fazer com que a vítima faça o que ela não quer, ameaçando a vítima para seguir as ordens.
  • Colocar a vítima em situação problemática com alguém (geralmente, uma autoridade), ou conseguir uma ação disciplinar contra a vítima, por algo que ela não cometeu ou que foi exagerado pelo bully.
  • Fazer comentários depreciativos sobre a família de uma pessoa (particularmente a mãe), sobre o local de moradia de alguém, aparência pessoal, orientação sexual, religião, etnia, nível de renda, nacionalidade ou qualquer outra inferioridade depreendida da qual o bully tenha tomado ciência.
  • Isolamento social da vítima.
  • Usar as tecnologias de informação para praticar o cyberbullying (criar páginas falsas sobre a vítima em sites de relacionamento, de publicação de fotos etc).
  • Chantagem.
  • Expressões ameaçadoras.
  • Grafitagem depreciativa.
  • Usar de sarcasmo evidente para se passar por amigo (para alguém de fora) enquanto assegura o controle e a posição em relação à vítima (isto ocorre com frequência logo após o bully avaliar que a pessoa é uma "vítima perfeita").
  • Fazer que a vitima passe vergonha na frente de varias pessoas

[editar]Bullying professor-aluno

O bullying pode ser praticado de um professor para um aluno. [10] [11] [12] [13] [14] [15] As técnicas mais comuns são:
  • Intimidar o aluno em voz alta rebaixando-o perante a classe e ofendendo sua auto-estima. Uma forma mais cruel e severa é manipular a classe contra um unico aluno o expondo a humilhação.
  • Assumir um critério mais rigoroso na correção de provas com o aluno e não com os demais. Alguns professores podem perseguir alunos com notas baixas.
  • Ameaçar o aluno de reprovação.
  • Negar ao aluno o direito de ir ao banheiro ou beber água, o expondo a tortura psicológica.
  • Difamar o aluno no conselho de professores, aos coordenadores e acusá-lo de atos que não cometeu.
  • Tortura física, mais comuns em crianças pequenas. Puxões de orelha, tapas e cascudos.
Tais atos violam o Estatuto da Criança e do Adolescente e podem ser denunciados ao Juizado de Menores, diretamente a um juíz ou promotor. A revisão de provas pode ser requerida diretamente na Secretaria de Educação, sendo este um direito ao estudante.

[editar]Locais de bullying

O bullying pode acontecer em qualquer contexto no qual seres humanos interajam, tais como escolas, universidades, famílias, entre vizinhos e em locais de trabalho.

[editar]Escolas


Alguns meninos flagrados intimidando um colega. Instituto Regional Federico Errázuriz,Santa Cruz, Chile.
Em escolas, o bullying geralmente ocorre em áreas com supervisão adulta mínima ou inexistente. Ele pode acontecer em praticamente qualquer parte, dentro ou fora do prédio da escola.[16]
Um caso extremo de bullying no pátio da escola foi o de um aluno do oitavo ano chamado Curtis Taylor, numa escola secundária em Iowa, Estados Unidos, que foi vítima de bullying contínuo por três anos, o que incluía alcunhas jocosas, ser espancado num vestiário, ter a camisa suja com leite achocolatado e os pertences vandalizados. Tudo isso acabou por o levar ao suicídio em 21 de Março de 1993. Alguns especialistas em "bullies" denominaram essa reação extrema de "bullycídio". Os que sofrem o bullying acabam desenvolvendo problemas psíquicos muitas vezes irreversíveis, que podem até levar a atitudes extremas como a que ocorreu com Jeremy Wade Delle. Jeremy se matou em 8 de janeiro de 1991, aos 15 anos de idade, numa escola na cidade de Dallas, Texas, EUA, dentro da sala de aula e em frente de 30 colegas e da professora de inglês, como forma de protesto pelos atos de perseguição que sofria constantemente. Esta história inspirou uma música (Jeremy) interpretada por Eddie Vedder, vocalista da banda estadunidense Pearl Jam.
Na última década de 90, os Estados Unidos viveram uma epidemia de tiroteios em escolas (dos quais o mais notório foi o massacre de Columbine). Muitas das crianças por trás destes tiroteios afirmavam serem vítimas de bullies e que somente haviam recorrido à violênciadepois que a administração da escola havia falhado repetidamente em intervir. Em muitos destes casos, as vítimas dos atiradores processaram tanto as famílias dos atiradores quanto as escolas. Como resultado destas tendências, escolas em muitos países passaram a desencorajar fortemente a prática do bullying, com programas projetados para promover a cooperação entre os estudantes, bem como o treinamento de alunos como moderadores para intervir na resolução de disputas, configurando uma forma de suporte por parte dos pares.
O bullying nas escolas (ou em outras instituições superiores de ensino) pode também assumir, por exemplo, a forma de avaliações abaixo da média, não retorno das tarefas escolares, segregação de estudantes competentes por professores incompetentes ou não-atuantes, para proteger a reputação de uma instituição de ensino. Isto é feito para que seus programas e códigos internos de conduta nunca sejam questionados, e que os pais (que geralmente pagam as taxas), sejam levados a acreditar que seus filhos são incapazes de lidar com o curso. Tipicamente, estas atitudes servem para criar a política não-escrita de "se você é estúpido, não merece ter respostas; se você não é bom, nós não te queremos aqui". Frequentemente, tais instituições (geralmente em países asiáticos) operam um programa de franquia com instituições estrangeiras (quase sempre ocidentais), com uma cláusula de que os parceiros estrangeiros não opinam quanto a avaliação local ou códigos de conduta do pessoal no local contratante. Isto serve para criar uma classe de tolos educados, pessoas com títulos acadêmicos que não aprenderam a adaptar-se a situações e a criar soluções fazendo as perguntas certas e resolvendo problemas.

[editar]Local de trabalho

O bullying em locais de trabalho (algumas vezes chamado de "Bullying Adulto") é descrito pelo Congresso Sindical do Reino Unido[17] como:
"Um problema sério que muito frequentemente as pessoas pensam que seja apenas um problema ocasional entre indivíduos. Mas obullying é mais do que um ataque ocasional de raiva ou briga. É uma intimidação regular e persistente que solapa a integridade e confiança da vítima do bully. E é frequentemente aceita ou mesmo encorajada como parte da cultura da organização".

[editar]Vizinhança

Entre vizinhos, o bullying normalmente toma a forma de intimidação por comportamento inconveniente, tais como barulho excessivo para perturbar o sono e os padrões de vida normais ou fazer queixa às autoridades (tais como a polícia) por incidentes menores ou forjados. O propósito desta forma de comportamento é fazer com que a vítima fique tão desconfortável que acabe por se mudar da propriedade. Nem todo comportamento inconveniente pode ser caracterizado como bullying: a falta de sensibilidade pode ser uma explicação.

[editar]Política

O bullying entre países ocorre quando um país decide impôr sua vontade a outro. Isto é feito normalmente com o uso de força militar, a ameaça de que ajuda e doações não serão entregues a um país menor ou não permitir que o país menor se associe a uma organização de comércio.

[editar]Militar


Um trote praticado nas Forças Armadas Aéreas da França, em que um cadete é suspenso por um helicóptero sobre o mar.Compiegne, 1997.
Em 2000 o Ministério da Defesa (MOD) do Reino Unido definiu o bullying como : "…o uso de força física ou abuso de autoridade para intimidar ou vitimizar outros, ou para infligir castigos ilícitos".[18] Todavia, é afirmado que o bullying militar ainda está protegido contra investigações abertas. O caso das Deepcut Barracks, no Reino Unido, é um exemplo do governo se recusar a conduzir um inquérito público completo quanto a uma possível prática de bullying militar. Alguns argumentam que tal comportamento deveria ser permitido por causa de um consenso acadêmico generalizado de que os soldados são diferentes dos outros postos. Dos soldados se espera que estejam preparados para arriscarem suas vidas, e alguns acreditam que o seu treinamento deveria desenvolver o espirito de corpo para aceitar isto.[19] Em alguns países, rituais humilhantes entre os recrutas têm sido tolerados e mesmo exaltados como um "rito de passagem" que constrói o caráter e a resistência; enquanto em outros, o bullying sistemático dos postos inferiores, jovens ou recrutas mais fracos pode na verdade ser encorajado pela política militar, seja tacitamente ou abertamente (veja dedovschina). Também, as forças armadas russas geralmente fazem com que candidatos mais velhos ou mais experientes abusem - com socos e pontapés - dos soldados mais fracos e menos experientes..[20]

[editar]Alcunhas ou apelidos (dar nomes)

Normalmente, uma alcunha (apelido) é dada a alguém por um amigo, devido a uma característica única dele. Em alguns casos, a concessão é feita por uma característica que a vítima não quer que seja chamada, tal como uma orelha grande ou forma obscura em alguma parte do corpo. Em casos extremos, professores podem ajudar a popularizá-la, mas isto é geralmente percebido como inofensivo ou o golpe é sutil demais para ser reconhecido. Há uma discussão sobre se é pior que a vítima conheça ou não o nome pelo qual é chamada. Todavia, uma alcunha pode por vezes tornar-se tão embaraçosa que a vítima terá de se mudar (de escola, de residência ou de ambos).

[editar]Legislação

A legislação jurídica do estado brasileiro de São Paulo define bullying como atitudes de violência física ou psicológica, que ocorrem sem motivação evidente praticadas contra pessoas com o objetivo de intimidá-las ou agredi-las, causando dor e angústia. [21]
Os atos de bullying configuram atos ilícitos, não porque não estão autorizados pelo nosso ordenamento jurídico, mas por desrespeitarem princípios constitucionais (ex: dignidade da pessoa humana) e o Código Civil, que determina que todo ato ilícito que cause dano a outrem gera o dever de indenizar. A responsabilidade pela prática de atos de bullying pode se enquadrar também no Código de Defesa do Consumidor, tendo em vista que as escolas prestam serviço aos consumidores e são responsáveis por atos de bullying que ocorram nesse contexto.[22]
No estado brasileiro do Rio de Janeiro, uma lei estadual sancionada em 23 de setembro de 2010 institui a obrigatoriedade de escolas públicas e particulares notificarem casos de bullying à polícia.[23] Em caso de descumprimento, a multa pode ser de três a 20 salários mínimos (até R$ 10.200) para as instituições de ensino.[23]

[editar]Condenações legais

Dado que a cobertura da mídia tem exposto o quão disseminada é a prática do bullying, os júris estão agora mais inclinados do que nunca a se simpatizarem com as vítimas. Em anos recentes, muitas vítimas têm movido ações judiciais diretamente contra os agressores por "imposição intencional de sofrimento emocional", e incluindo suas escolas como acusadas, sob o princípio da responsabilidade conjunta. Vítimas norte-americanas e suas famílias têm outros recursos legais, tais como processar uma escola ou professor por falta de supervisão adequada, violação dos direitos civis, discriminação racial ou de gênero ou assédio moral.
[editar]No Brasil
Uma pesquisa do IBGE realizada em 2009 revelou que quase um terço (30,8%) dos estudantes brasileiros informou já ter sofrido bullying, sendo maioria das vítimas do sexo masculino. A maior proporção de ocorrências foi registrada em escolas privadas (35,9%), ao passo que nas públicas os casos atingiram 29,5% dos estudantes.[24]
No Brasil, uma pesquisa realizada em 2010 com 5.168 alunos de 25 escolas públicas e particulares revelou que as humilhações típicas do bullying são comuns em alunos da 5ª e 6ª séries. Entre todos os entrevistados, pelo menos 17% estão envolvidos com o problema - seja intimidando alguém, sendo intimidados ou os dois. A forma mais comum é a cibernética, a partir do envio de e-mails ofensivos e difamação em sites de relacionamento como o Orkut.[25]
Em 2009, uma pesquisa do IBGE apontou as cidades de Brasília e Belo Horizonte como as capitais brasileiras com maiores índices debullying, com 35,6% e 35,3%, respectivamente, de alunos que declararam esse tipo de violência nos últimos 30 dias.[26]
Casos célebres
Na Grande São Paulo, uma menina apanhou até desmaiar por colegas que a perseguiam[27] e em Porto Alegre um jovem foi morto com arma de fogo durante um longo processo de bullying.[28]
Em maio de 2010, a Justiça obrigou os pais de um aluno do Colégio Santa Doroteia, no bairro Sion de Belo Horizonte a pagar uma indenização de R$ 8 mil a uma garota de 15 anos por conta de bullying[29]. A estudante foi classificada como G.E. (sigla para integrantes degrupo de excluídos) por ser supostamente feia e as insinuações se tornaram frequentes com o passar do tempo, e entre elas, ficaram as alcunhas de tábua, prostituta, sem peito e sem bunda.[30][31] Os pais da menina alegaram que procuraram a escola, mas não conseguiram resolver a questão. [32][33] O juiz relatou que as atitudes do adolescente acusado pareciam não ter "limite" e que ele "prosseguiu em suas atitudes inconvenientes de 'intimidar'", o que deixou a vítima, segundo a psicóloga que depôs no caso, "triste, estressada e emocionalmente debilitada"[34]. O colégio de classe média alta não foi responsabilizado.[34]
Na USP, o jornal estudantil O Parasita ofereceu um convite a uma "festa brega" aos estudantes do curso que, em troca, jogarem fezes em um gay.[35][36] Um dos alunos a quem o jornal faz referência chegou a divulgar, em outra ocasião, estudantes da Farmácia chegaram a atirar uma lata de cerveja cheia em um casal de homossexuais, que também era do curso, durante o tradicional happy hour de quinta-feira na Escola de Comunicações e Artes da USP. Ele disse que não pretende tomar nenhuma providência judicial contra os colegas, embora tenha ficado revoltado com a publicação da cartilha. [36]
Também em junho de 2010, um aluno de nona série do Colégio Neusa Rocha, no Bairro São Luiz, na região da Pampulha de Belo Horizontefoi espancado na saída de seu colégio, com a ajuda de mais seis estudantes armados com soco inglês.[37] A vítima ficou sabendo que o grupo iria atacar outro colega por ele ser "folgado e atrevido", sendo inclusive convidada a participar da agressão.[38]
Em entrevista ao Estado de Minas, disse: Eles me chamaram para brigar com o menino. Não aceitei e fui a contar a ele o que os outros estavam querendo fazer, como forma de alertá-lo. Quando a dupla soube que contei, um deles colocou o dedo na minha cara e me ameaçou dentro de sala, durante aula de ciências. Ele ainda ligou, escondido, pelo celular, para outro colega, que estuda pela manhã, e o chamou para ir à tarde na escola.[39]
Durante 2010, Bárbara Evans, filha de Monique Evans e estudante da Universidade Anhembi Morumbi (onde cursa o primeiro ano deNutrição), em São Paulo, entrou na Justiça com um processo de bullying realizado por seus colegas.[40] No sábado à noite, o muro externo do estacionamento do campus Centro foi pichado com ofensas a ela e a sua mãe.[41]
Em recente caso julgado no Rio Grande do Sul (Proc. nº 70031750094 da 6ª Câmara Cível do TJRS), a mãe do bullie foi condenada civilmente a pagar indenização no valor de R$ 5 mil (cinco mil reais) à vítima. Foi um legítimo caso de cyberbullying, já que o dano foi causado através da Internet, em fotolog (flog) hospedado pelo Portal Terra. No caso, o Portal não foi responsabilizado, pois retirou as informações do ar em uma semana. Não ficou claro, entretanto, se foi uma semana após ser avisado informalmente ou após ser judicialmente notificado.[42]
Alguns casos de bullying entre crianças têm anuência dos próprios pais, como um envolvendo um garoto de 9 anos de Petrópolis. A mãe resolveu tirar satisfação com a criança que constantemente agredia seu filho na escola e na rua, mas o pai do outro garoto, em resposta, procurou a mãe do outro garoto chamado de "boiola" e "magrelo". Ela foi empurrada em uma galeria, atingida no rosto, jogada no chão e ainda teve uma costela fraturada. O caso registrado em um vídeo foi veiculado na internet e ganhou os principais jornais e telejornais brasileiros.[43][44]

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Jovens abandonam estudos por não gostarem da escola

FGV divulga pesquisa que mostra o índice de abandono das salas de aula no Brasil.
Metade dos jovens deixam a escola por 'não gostarem do lugar'.



Uma pesquisa divulgada, nesta terça-feira (3), pela Fundação Getúlio Vargas, mostrou que um em cada quatro brasileiros até 17 anos está fora da sala de aula. O estudo revela também que a maioria dos jovens abandonam os estudos por não gostarem da escola e não por necessidade, como trabalhar, como se pensava.

Visite o site do Jornal Nacional

A jovem Jéssica da Silveira, moradora da Cidade de Deus, na Zona Oeste do Rio, se esforça todos os dias para chegar à sala de aula. "O meu futuro depende do meu ensino e se meu ensino for bom vou ter ótimo futuro", diz a estudante.

O maior percentual de crianças e jovens matriculados está no estado do Rio de Janeiro. O menor índice está no Acre, bem abaixo da média nacional.

A pesquisa da Fundação Getúlio Vargas também levou em consideração as faltas e a jornada escolar. É no Distrito Federal que os estudantes passam mais tempo no colégio: quase cinco horas por dia, o mínimo recomendado, mas a média nacional é inferior a quatro. Os alunos de lá tiveram as melhores notas no exame, que avalia a qualidade do ensino médio.

O estudo revela os motivos que levam os jovens a abandonarem o ensino. A necessidade de trabalhar não é o principal. Quase metade dos jovens entre 15 e 17 anos, fora da sala de aula, abandonou os estudos porque não gostava do lugar. A escola agora está diante de um grande desafio: como atrair esses meninos e meninas de volta para a sala de aula?

"É preciso criar atratividade nas escolas, através de um conteúdo pedagógico mais identificado com a problemática deles, um conteúdo pedagógico mais eficiente em termos de colocação no mercado de trabalho, escolas técnicas, etc", sugere o pesquisador da FGV. Marcelo Neri.

A falta de espaço para o lazer fez com que Julio Cezar trocasse os cadernos pelos doces que vende na rua. “No colégio não tem nenhuma área de esportes para jogar bola. É por isso que eu não venho estudar mais”, diz o estudante.

Quem tem diploma universitário chega a ganhar três vezes mais do que quem cursou até o ensino fundamental.

A estudante Vânia Medeiros aprendeu que, na escola, pode sonhar com mais. "Eu não quero trabalhar em mercados, nem ser gari, essas coisas. Eu quero um futuro melhor para mim e para minha família”, declarou.


Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL17967-5598,00.html

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Frases de Juventude

"Todos os conselhos que os pais dão aos jovens têm por objeto impedir-lhes que sejam jovens."
(Francis de Croisset)


"Se eu pudesse voltar à juventude, cometeria todos aqueles erros de novo. Só que mais cedo."
(Tallulah Bankhead)


"Quarenta anos é a velhice dos jovens; cinqüenta anos é a juventude dos velhos."
(Victor Hugo)


"Quando somos jovens, temos manhãs triunfantes. "
(Victor Hugo)


"Quando somos jovens não julgamos bem; quando somos velhos, também não. "
(Blaise Pascal)


"Os desatinos da juventude são conspirações contra a velhice; pagam-se caro, ao anoitecer, as loucuras da manhã. "
(Francis Bacon)


"O jovem tem todos os defeitos do adulto e mais um: - o da imaturidade. "
(Nelson Rodrigues)


"O alimento da juventude é a ilusão."
(René Descartes)


"O alicerce fundamental da nossa obra é a juventude. "
(Che Guevara)



"Nos olhos do jovem arde a chama, nos olhos do velho brilha a luz."
(Victor Hugo)



"Nos jovens, demasiada sabedoria é mau sinal."
(Basdassare Castiglione)



"Nos homens, apenas há de bom os seus jovens sentimentos e os seus velhos pensamentos."
(Joseph Joubert)



"Nenhum homem sábio jamais desejou ser mais jovem. "
(Jonathan Swift)



"Nem sempre podemos construir o futuro para nossa juventude, mas podemos construir nossa juventude para o futuro."
(Franklin D. Roosevelt)



"Na juventude aprendemos, na velhice compreendemos."
(Marie von Ebner-Eschenbach)



"Felizes dos que, relembrando a juventude, não se lembram de fatos vergonhosos."
(Auguste Comte)



"Experiência é quando renunciamos aos erros da juventude para substitui-los pelos da idade."
(Ambrose Gwinett Bierce)



"É preciso muito tempo para tornar-se jovem. "
(Pablo Picasso)



"É bom não ter sido revolucionário quando jovem, pois isso garante que não se será um reacionário quando velho."
(Ambrose Gwinett Bierce)



"Acredito nos jovens à procura de caminhos novos abrindo espaços largos na vida. Creio na superação das incertezas deste fim de século. "
(Cora Coralina)



"A juventude seria a condição ideal se chegasse em uma fase mais tardia na vida."
(Herbert Asquith)



"A juventude não é uma época da vida, é um estado de espírito."
(Samuel Ullman)



"A juventude é uma qualidade, e não uma questão de circunstância."
(Frank Lloyd Wright)



"A juventude é um disparate, a idade adulta uma batalha, a velhice uma saudade."
(Benjamim Disraeli)



"A juventude de uma nação é a depositária da posteridade."
(Benjamim Disraeli)



"A felicidade dos povos e a tranquilidade dos Estados dependem da boa educação da juventude. "
(Emilio Castelar y Ripoll)



"A Antigüidade do tempo é a juventude do mundo."
(Francis Bacon)



"O mercado se rege por critérios de eficiência e rentabilidade, não de justiça ou de equidade. Ele é um soberbo órgão de criação de riqueza, mas não um mecanismo competente de distribuição de renda. "
(José Guilherme Merquior)



"A virtude das grandes almas é a justiça. "
(August Graf von Platen-Hallermund)

Fonte: http://frases.netsaber.com.br/cat_158/frases_de_juventude

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

A internet ocupa a preferência dos jovens como fonte de notícias

A internet ocupa a preferência dos jovens como fonte de notícias



Não é de hoje que sabemos que a internet vêm ganhando um espaço cada vez maior na vida das pessoas, independente de classe etária e social.
Conforme pesquisas realizadas,  pela Pew Research, nos EUA, a web é o principal meio de informação entre jovens de 18 a 29 anos, e essa estimativa vêm aumentando entre todas as faixas etárias.
A internet é a preferida entre os jovens, dia pós dia ela está ocupando o lugar da televisão na pesquisa por notícias e informações.
De acordo com os dados obtidos da pesquisa, 41% dos americanos escolheram a internet como fonte da maior parte das notícias que leem, a TV está com 66%, após, os jornais, com 31% e o rádio, com 15%.
Dos quatro veículos citados na pesquisa pelos jovens, a internet é a única que está em plena ascenção. Anos atrás ela estava na menor posição, atualmente ela é a única que cresceu, enquanto as outras estagnaram ou mesmo decaíram.
Entre jovens, de 18 a 29 anos, a internet é a principal fonte de informação. Ela está na frente da TV e do jornal. A internet possui 65% da preferência.
Entre os adultos, com faixa etária entre 30 a 49 anos, a internet ocupa o segundo lugar, com 48%, enquanto a TV está com 63%, após aparece os jornais, com 22%.
Nos adultos acima de 50 anos, a situação é bastante diferente, a TV continua aparecendo em primeiro lugar e o jornal está em segundo.
Está mais que provado que a rede mundial de computadores está se tornando um meio indispensável na vida da maioria das pessoas, e como já havia sido comentado a muitos anos atrás, a internet será tão indispensável quanto a televisão, ou mesmo, futuramente, até poderá ocupar o seu lugar.


Fonte:http://www.oficinadanet.com.br/noticias_web/3556/a_internet_ocupa_a_preferencia_dos_jovens_como_fonte_de_noticias

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

O jovem no mundo atual

O jovem no mundo atual

Celso Martins
É a juventude uma fase da vida humana muito linda. Gozando saúde, tendo vigor, o jovem vê espraiar-se diante de si o amplo cenário da vida. E ele, com ardor, se atira à vida, em busca da realização de seus mais nobres ideais. Tudo é alegria, é encantamento, é ânsia de viver porque, em chegando a idade adulta, as responsabilidades não mais o deixarão viver livremente como a ave que singra despreocupadamente o azul de um céu sem lindes!...
Escrevendo pelo médium Divaldo Franco, assim se expressou o Espírito Marco Prisco:
"Juventude é promessa. Transforme-a em realidade.
"Juventude é anúncio. Torne-a ação dignificante.
"Juventude é bênção. Converta-a em produtividade superior.
"Juventude é esperança. Faça-a atualidade do Bem, em todo tempo e lugar.
"Jovem é todo aquele que, malgrado qualquer idade, mantém vivos os ideais de enobrecimento e edificação.
"A juventude do corpo é ensaio que os critérios da realização convertem em expressiva materialização de vida.
"Ser jovem é permanecer otimista, quando qrassa o pessimismo; crer, quando a descrença arma barracas de vitória; servir, quando os outros debandam em desilusão; amar, embora os gritos da ira e as arremetidas do ódio; perdoar, não obstante os insultos da impiedade, recomeçando outra vez com o mesmo ardor a tarefa que haja redundado em fracasso, sem amargura nem desânimo.
"Por tal razão, a Sabedoria Divina concedeu ao homem a mais larga faixa de juventude no reino animal, a fim de que seja possível fixar sorrisos e ideais para todas as quadras da existência."
Apesar de ser a juventude uma quadra linda da vida, nem por isto deixam de aparecer espinhos na estrada dos moços.
E os moços podem ferir-se nestes acúleos. sangrando-lhes os corações. Os tempos são de mutações incessantes; e essas transformações se passam de modo tão rápido, num ritmo tão alucinante, que nem se tem tempo para que se possa entender o que está acontecendo.
Novos padrões de conduta, novos hábitos, novos costumes inspiram a atitude da rapaziada nas grandes cidades do mundo hodierno.
O jovem espírita não vive num deserto. Ao contrário, ele de uma forma ou de outra participa desta vida em sociedade, na escola, no trabalho, no clube, no cinema, na praia, na discoteca, nas festas... Ele convive com outros moços, não raro com outras idéias, outros ideais, outra formação moral. diferentes estilos de vida. Como deverá proceder, ele que já conhece os postulados da 3ª Revelação?
Bem, o moço espírita já sabe que o Espiritismo não nos proíbe nada! Deixa por conta de seus adeptos a total responsabilidade de todos os seus atos.
Ademais, mostra claramente que a prática de certas ações, embora tranqüilamente conte coma aprovação social de muitos que por aí andam desavisados das realidades espirituais, esta prática insensata e hedonista é apenas sementeira de lágrimas no futuro. A violação consciente às leis morais sempre gera sofrimento.
Assim, só irá praticar semelhante desatino quem deseja sofrer, o que não tem lógica. Nossa responsabilidade tem a medida do nosso conhecimento das leis de Deus.
Sabendo então o que melhor lhe convém, o espírita (moço ou não) tudo fará por assumir uma posição de equilíbrio, uma conduta pautada pelos ensinos de Jesus.
Não com idéias de salvacionismo ou de puritanismo, mas no desejo de ser um homem de Bem. Um pai, sentindo que a vida é cheia de lutas, de sucessos e fracassos, legou estes conselhos a seus filhos, com os quais encerro este capítulo:
  1. O melhor dos amigos - Deus.
  2. Os melhores companheiros - os pais.
  3. A melhor casa - o Lar.
  4. A maior felicidade - a consciência tranqüila.
  5. O mais belo dia - hoje.
  6. O melhor tempo - agora.
  7. O melhor negócio - o trabalho.
  8. O melhor divertimento - o estudo.
  9. A melhor regra de viver - a disciplina.
  10. A coleção mais rica - a das boas ações.
  11. A maior alegria - o dever bem cumprido.
  12. A maior força - a do Bem.
  13. A melhor atitude - a cortesia.
  14. O maior heroísmo - a coragem de ser bom.
  15. A maior falta - a mentira.
  16. A pior pobreza - a preguiça.
  17. O pior fracasso - o desânimo.
  18. O maior inimigo - o Mal.
  19. O melhor dos esportes - a prática do Bem.
  20. A estrada mais fácil para a Felicidade - o caminho reto.
Mensagem extraída do livro "Sexo e amor em nossas vidas" de Celso Martins

A Relação dos Jovens com as Drogas


A RELAÇÃO DOS JOVENS COM AS DROGAS


*Ana Lúcia Caetano da Silva


Atualmente, as drogas são o fator principal que está levando nossos jovens à destruição. A dependência química leva-os a matar, roubar e até mesmo a cometerem suicídios. Mas quem sofre com tudo isso é a família, cujo lar foi destruído pelo vício de um dos seus membros.

Para este indivíduo que teve sua vida totalmente alterada pelo uso das drogas, a família, os professores e os verdadeiros amigos têm um papel fundamental para a sua recuperação.

As drogas estão desmoronando os sonhos e,
conseqüentemente, acabando não só com a infância, mas também com a adolescência, que é a fase do desenvolvimento até o estágio adulto.

Segundo uma pesquisa, a maioria dos jovens envereda nesse caminho por curiosidade, para diminuir a ansiedade, ou, até mesmo, para esquecer seus problemas.

A juventude está pedindo socorro!

Cabe a todos nós olharmos esse fator agravante com outros olhos, sem criticá-los ou apontar-lhes o dedo dizendo: ”É vagabundo, é bandido, é ladrão...” Nunca é tarde para começar!


* aluna do 2° Período de Letras
(CESEP/Machado-MG

Fonte:http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=2728970483893999770

OS JOVENS E A EDUCAÇÃO

ANA MARGARIDA DE MATOS MONTEIRO*

A Educação sempre serviu para tornar os jovens mais conhecedores de si mesmos.
Educar é estimular os jovens a avaliar com consciência os valores pelos quais a humanidade se rege e prestar-lhes a sua adesão, procurando crer neles e seguindo-os o mais fielmente possível.
O grande objectivo da educação é o desenvolvimento do jovem ao nível de todas as facetas da sua personalidade para conseguir seguir um caminho digno e construir uma vida com base no sonho de cada um.
Por vezes, os jovens pensam que a educação é feita somente a nível escolar, o que, inevitavelmente, conduz a um grave erro, porque a educação que vamos adquirindo e transmitindo ao longo de gerações tem em vista não só o desenvolvimento escolar mas também o pessoal, o social, o religioso, entre muitos outros que poderiam ser citados.
A missão de qualquer jovem em fase de aprendizagem, de procura, de descoberta... é a de auto-educar-se com base no que está registado como verdadeiro (por exemplo, livros), mas nunca esquecendo o que está à sua volta, e as experiências do dia a dia, tão ou mais importantes, e que devem ser integradas nesse processo de auto-educação.
A verdadeira liberdade, recta e responsável, que todos, directa ou indirectamente, buscamos só é atingida se os jovens conseguirem assimilar a verdadeira educação na sua totalidade, não aprendendo apenas as partes que são do livre interesse de cada um.
No entanto, esta liberdade também só é conseguida se o jovem viver em harmonia no seio familiar, porque também pertence aos pais um papel importante. Deles depende, em muito, a maneira de pensar e de encarar as realidades da vida por parte dos jovens que se encontram sob a sua tutela. Mesmo que não pareça, o jovem procura, quase sempre, seguir o exemplo dos pais ou dos familiares mais chegados.
A liberdade de cada um está intrinsecamente ligada ao processo educativo adquirido por cada indivíduo.
É de extrema importância que os pais e os educadores assumam uma atitude de compreensão e de diálogo perante os jovens. De contrário, eles tornar-se-ão insatisfeitos e revoltados com tudo o que os circunda, por outras palavras, com a sua própria educação.
Está certo que o jovem aceite a educação que lhe é oferecida. A "missão" de educar, dentro ou fora de casa, é recíproca. Tanto vai depender do jovem como das pessoas que o rodeiam e procuram apoiar.
Mas a nossa sociedade, cada vez mais, se está a afastar do verdadeiro lema e objectivo da educação. Habitamos uma sociedade materialista onde o dinheiro ocupa o lugar de destaque, e os pais, cedendo aos novos valores que se erguem, preocupam-se mais em proporcionar uma boa vida aos filhos do ponto de vista material, menosprezando, assim, uma boa parte do carácter emocional que deve ser sempre uma constante.
Os jovens, por seu lado, não compreendendo a posição dos pais, sentem-se abandonados, acabando, muitas vezes por partilhar os seus problemas com falsos amigos - droga, álcool, roubo... e outros valores considerados vis na nossa sociedade, mas que são verdades inegáveis.
A educação está cada vez mais degradada. Os jovens começam a desesperar pois não vêm soluções para os problemas que sentem desenrolar à volta.
O passo decisivo tem de partir desta geração, senão a que virá muito dificilmente irá reagir pois tudo estará praticamente perdido.
A educação dos jovens e da sociedade não se faz somente nas escolas. Não nos podemos esquecer disso! Será que não é melhor começar a apresentar soluções, a abrir portas, a criar fugas...? Depois, quando chegarem ao fim do poço, as portas podem são se abrir e o colapso será irreversível.
___________________________
* Escola Secundária Alves Martins - Idade 17 anos

Fonte:http://www.ipv.pt/millenium/15_pers1.htm

Os Jovens e os Movimentos Políticos

Desde os chamados “Caras Pintadas”, os quais muitos dizem que foram personagens fortes para a retirada de Fernando Collor de Mello da Presidência da Republica, não vemos mais nenhum grande movimento político desses cidadãos brasileiros. Há poucos dias a taxa básica de juros sofreu novo aumento e aproveitando o momento, nosso atual Presidente Luiz Inácio “Lula“ da Silva disse que os brasileiros só sabem reclamar, mas não fazem nada para mudar esse cenário.

Os jovens precisam voltar a se interessar por política, principalmente a política de seu país que vem sofrendo muito com Ministros, Senadores, Deputados e Vereadores corruptos que praticam seus golpes contra a nação e ficam impunes sobre os atos que cometeram. A manifestação é um ato democrático que o brasileiro tem que se acostumar a praticar, manifestar não é pegar em armas e sair por ai dando tiros, mas sim mostrar de forma pacifica e intensa a nossa vontade de mudança, por um país mais justo a todos que a desigualdade social existente em nosso pais seja cada vez menor e que os corruptos paguem pelos atos que cometeram.

A nova vergonha que surgiu foi o reajuste do salário mínimo onde passou de R$ 260 para R$ 300 valor corrigido em 15,4% ou aumento real de 8,8%, considerado o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor). Como acontece todo 1o de Maio data em que se comemora em mundialmente o Dia do Trabalhador, nossos governantes vêm a público justificar o porquê da elevação tão baixa do salário.

O brasileiro no seu ato de comodismo acaba “engolindo” a conversa dos governantes e não faz nada para muda essa situação. Enquanto no restante do mundo a população se manifesta contra o desemprego, no Brasil se faz festa na Avenida Paulista entre outros lugares como se fosse comemoração de Reveillon.

Muitos não sabem, mas o Congresso Nacional, as Câmaras Estaduais e Municipais são os locais onde se discute sobre quase tudo em nosso país, é a casa do povo, todos podem acompanhar o que se faz nesses lugares não apenas pela televisão e sim estando presente nessas repartições públicas. Temos que usufruir dessa posição que possuímos na política para podermos mudar tudo aquilo que achamos injusto, o voto não é a única forma que o cidadão tem para fazer democracia, depois que elegemos nossos representantes no governo é obrigatório que acompanhemos essas pessoas que escolhemos para “mandar” em nossas cidades, estados e país.

Os Jovens têm que voltar a gostar de política, a manifestação é um ato democrático onde muitos de nossos pais e mães lutaram no passado para conquistar contra os ditadores que mandavam no Brasil. Valorize o seu direito de manifestar a tudo que for ruim a sua pátria.

Edvaldo Figueiredo
Jornalista
e-mail: figueiredo2@click21.com.br

Fonte :http://www.spiner.com.br/modules.php?name=News&file=article&sid=904